
teve uma época na minha vida que pra cada relacionamento que acabava, eu fazia uma tatuagem.
mas logo eu cansei dessa brincadeira.
e agora, pra cada fim de relacionamento eu tenho um surto consumista.
já teve a época dos cosméticos, os sapatos e a do momento - os livros.
semana passada, fui duas vezes à Leitura do Pátio, três à Quixote e duas à Ouvidor ali da Savassi.
comprei algumas coisitas que eu já tava afim há algum tempo.
comprei livros retardados de mulherzinha.
e comprei o melhor livro do mundo - Como me tornei estúpido.
foi tão estranho.
tava lá, procurando qualquer coisa do Antonio Prata.
daí, tinha um livro pequeno, meio solto no meio da bagunça.
só o título foi o suficiente pra eu querer levar pra casa.
vai, admite: como me tornei estúpido é bom demais.
mas me fiz de difícil.
li as citações (que reproduzo na íntegra) na primeira página:
"Ele lhes enviava o que eles não conheciam." - Oscar Wilde nO Crime de lord Arthur Savile
"Ob-la-di ob-la-da life goes on bra." - The Beatles em Ob-la-di ob-la-da (Álbum branco)
nem precisava, mas eu quis ler a primeira página - ai, mania estranha. e tava escrito bem assim:
"SEMPRE PARECERA A ANTOINE contabilizar sua idade como os cães. Quando tinha sete anos, ele se sentia gasto como um homem de quarenta e nove anos, aos onze, tinha desilusões de um velho de setenta e sete anos. "
é óbvio que esse livro seria meu. não achei Antonio nenhum, mas acabei trazendo pra casa também uma novidade do Contardo. que eu ainda nem abri, posto que só tenho olhos pro Martin Paige.
cheguei na agência e fui, toda feliz, mostrar a minha descoberta pro manél. afinal, é com ele que eu divido as coisas boas da vida, como músicas, cafés e jobs. eis que manél já leu o tal livro, e elogiou empolgadamente o dito cujo. iei, ponto pra mim!
eu achei que tinha descoberto um gênio incompreendido.
mas nada. o cara é famoso e esse livro é best-seller.
tem até uma peça de teatro aqui no Brasil.
bleh.
mas ainda assim, admiro o meu faro pra reconhecer coisa boa.
agora, sai da frente do computador e vai lá se tornar estúpido.
e nem adianta, eu não vou contar.

6 palpites:
No mínimo fiquei curiosa para ler (como me tornei estúpido) e o farei assim que der...ou que eu terminar de ler os 1564646 livros começados que tenho empilhado no meu criado mudo...delicia ler seu blogg...
Uma linda semana pra você...
bjim
Por partes.
1 - Eu quero o livro do Contardo. Quando acabar de ler, me empresta.
2 - A parte em que você diz que dividimos as boas coisas da vida ficou bem sugestivo.
3 - O livro é bom mesmo. Apesar de não tomar banho, estes franceses sabem das coisas.
quanto quanto tempo...
vai demorar décadas preu me atualizar aqui.
eu achei que era só eu que tava compulsiva por livros...que bom que não! :)
parece até puxasaquismo né? toda vez que eu comento é porque tem algo igual, mas é verdade mesmo..rs
Eu estou assim tb! Compulsiva por livros! Da última vez, semana passada, comprei 3 da Clarice! Pode?rs
Pelo menos a gente fica culta!rs
entre todas as compulsividades de fins de relacionamento, sem dúvida, a de comprar livros, já tem em sí um retorno enriquecedor. Vou tentar essa opção! Após meu último relacionamento, que acabou fazem algumas semanas, eu tenho me afogado nas baladas... rsrs
Vou seguir esta sugestão! rs
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